
"Cogito ergo sum". Começo meu primeiro post com uma frase bastante desgastada pelo tempo e pelo uso indiscriminado, porém, de extrema utilidade na tentativa de se afastar do "marasmo intelectual", citando o autor primeiro desse blog.
Para os fumantes menos familiarizados com o latim, foi essa a frase de Renatus Cartesius, para os íntimos apenas Descartes, que deu origem ao pensamento moderno e à elevação da dúvida ao status de única questão indubitável. Em frânces, sua língua materna, o verbo pensar se escreve de modo idêntico ao nosso imperativo afirmativo, e nada poderia ser mais útil a nossa discussão.
Pensar, pense, e logo, existirá. Mas, o que é pensar? A relação de causa-efeito não fica tão óbvia quando refletimos sobre tal pergunta. Quando o pensar converge para a existência que vai além do simples existir?
Tornarei as idéias mais claras. A reação, por vezes (quase sempre) inconsciente, de espanto, repulsa, aversão ou, no mínimo, reticência ao desconhecido remete ao início da humanidade, bem antes do próprio Descartes pensar em existir, com o perdão do trocadilho. E, assim como na relação amorosa de alguns posts atrás, o instinto se depara com a racionalidade, e vice-versa. O medo de ser diferente por vezes suprime a necessidade ou mesmo a vontade de sê-lo, assim como a própria facilidade implícita no ser igual. Aqueles que transpuseram tais obstáculos mais do que existiram, tornaram-se gênios.
O pensar ao nível de Existir (com letra maiúscula), e não existir tão somente, é muito mais do que reproduzir o pensamento, até mesmo dos gênios. A contribuição de Descartes para o pensamento humano vai muito além de uma frase filosófica, é o aclamado senso crítico que vem junto. Não devemos, portanto, ter medo de vagar sozinhos por nossos mundos, por nosso País de Trebizonda (ou o de Mario Quintana), e sim do apenas vagar. Pense e Exista, em todas as línguas e com letra maíuscula.
Para os fumantes menos familiarizados com o latim, foi essa a frase de Renatus Cartesius, para os íntimos apenas Descartes, que deu origem ao pensamento moderno e à elevação da dúvida ao status de única questão indubitável. Em frânces, sua língua materna, o verbo pensar se escreve de modo idêntico ao nosso imperativo afirmativo, e nada poderia ser mais útil a nossa discussão.
Pensar, pense, e logo, existirá. Mas, o que é pensar? A relação de causa-efeito não fica tão óbvia quando refletimos sobre tal pergunta. Quando o pensar converge para a existência que vai além do simples existir?
Tornarei as idéias mais claras. A reação, por vezes (quase sempre) inconsciente, de espanto, repulsa, aversão ou, no mínimo, reticência ao desconhecido remete ao início da humanidade, bem antes do próprio Descartes pensar em existir, com o perdão do trocadilho. E, assim como na relação amorosa de alguns posts atrás, o instinto se depara com a racionalidade, e vice-versa. O medo de ser diferente por vezes suprime a necessidade ou mesmo a vontade de sê-lo, assim como a própria facilidade implícita no ser igual. Aqueles que transpuseram tais obstáculos mais do que existiram, tornaram-se gênios.
O pensar ao nível de Existir (com letra maiúscula), e não existir tão somente, é muito mais do que reproduzir o pensamento, até mesmo dos gênios. A contribuição de Descartes para o pensamento humano vai muito além de uma frase filosófica, é o aclamado senso crítico que vem junto. Não devemos, portanto, ter medo de vagar sozinhos por nossos mundos, por nosso País de Trebizonda (ou o de Mario Quintana), e sim do apenas vagar. Pense e Exista, em todas as línguas e com letra maíuscula.
Muito bom, Dan! Você foi fundo nos propósitos do blog! É muito bom ter outras vozes que esclareçam a importância do pensamento critico! Estou muito feliz pelo fato de você, a Bia e o Gui participarem do blog, cada um com a sua contribuição!
ResponderExcluirParabéns pelo post de estréia!!
Não sei o que comentar, vou lá pensar e depois eu volto. Tô brincando. Gostei muito do post de estreia do Dan.
ResponderExcluir