"Não." É a resposta que vem, quando, raramente, alguma resposta foge, com certa dificuldade. No mais fica a dúvida, o medo, a tristeza...
Dentro do teu cérebro existe um conflito louco. Momentos que dizem as fotos, terem existido, e a ausência deles, que deveriam estar lá, na chapa de uma ressonância funcional, brilhando, brilhando, brilhando. Mas a luz se apagou, e não há mais nada lá, só escuridão.
No meio de pessoas estranhas, perambulando dentro de casa, não acha o casamento, o nascimento do filho. Não acha a esposa e as crianças. São apenas fantasmas que arrastam correntes dentro da sala, da cozinha, dos cômodos e você se pergunta: "O que fazem aqui?" e em resposta, eles choram.
Aqueles meninos que correm ao teu redor são seus netos. E aquele casal que bate a tua porta são os únicos amigos que reconhece. O Catatonismo e a Morte.
É um pesar escrever sobre a fragmentação da vida antes mesmo da chegada da morte.

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